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Desentendo
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4th-Nov-2011 12:42 am - Valores
Um passo por vez. Um trecho por dia. Etapas cumpridas- juntos.

Agradeço todos os dias pelas coisas que deram errado no passado.
Agradeço todos os dias por todas as pessoas ruins que saíram do meu caminho e do meu lado.

Agradeço todos os dias por ter me mostrado o caminho certo, com as pessoas certas.

Meu pai sempre dizia "Ande sempre com pessoas iguais ou melhores que você, e se espelhe nas que são melhores". Tá aí. Nisso ele estava certo.

Às vezes penso que Deus poderia ter sido mais legal comigo e colocado ele no meu caminho mais cedo; teria me poupado muito.
Mas, talvez, se ele tivesse aparecido mais cedo eu não soubesse dar o devido valor.

Quando eu penso no todo, me dá até frio no estômago.
Eu achei um tesouro. E só quem acha um tesouro sabe a alegria que isso dá.
28th-Oct-2011 08:45 pm - Vida
A vida, de um jeito ou outro, segue. E uma hora a gente acaba aceitando que se algo não aconteceu é pq realmente não tinha que acontecer. E que se não tinha que acontecer é pq lá na frente algo melhor virá.
Mas quando alguém fala isso pra gente, no meio do turbilhão, a vontade que dá é de mandar o profeta enfiar seu discurso de "bons tempos virão" no rabo, e sair andando.
Mas é fato que os profetas copy and paste estão certos: se não aconteceu é pq algo melhor está por vir.

Eu sou a prova viva. Veio.

Então, meu amigo, minha amiga, que agora está na merda seja lá por qual motivo for: segura a onda aí. Bons tempos virão, pode crer! Senta aí e chora uns litros. Mas faz isso uma vez só, ok? Chora até secar...
Depois, se livra do velho, dos lamentos, da tristeza, do saudosismo, do arrependimento, do choro- e abre o peito pro mundo: o novo está te esperando enquanto você se lamenta, e os "bons tempos" estão só esperando vc virar a folhinha do calendário para chegar.
30th-May-2011 11:58 pm - Amor e gratidão
Não importa o que aconteça, não importa como eu esteja: ele está comigo sempre, e seu amor é incondicional.

De vez em quando eu desabo. E é ele, sim, ele, que está comigo sempre, com seu amor incondicional. Quem ama, cuida. Não é?

(obrigada!)
18th-Feb-2011 12:33 am - Planos
Eu faço planos. Aliás, fazemos planos.
Bem assim mesmo. Planos e pessoas no plural. Nós- pronome, de primeira pessoa do plural (não singular! fazer planos no singular é muito triste), plural que neste caso vem a ser dois. Eu e ele. Nós fazemos.

Fazemos planos, e contas. Contas para saber qto teremos para dar de entrada na casa, para sabermos quanto teremos para o casamento, festa, e lua de mel- porquê não queremos abrir mão de nada.

Fizemos até mesmo contas para sabermos quanto tempo esperaremos para ter o primeiro filho- que eu acho que será filha- e imaginamos como eles dois serão bonitos (queremos um casalzinho). Curtiremos dia a dia as transformações do meu corpo já sabendo que lá dentro cresce, a todo instante, a junção de nós dois- e esse será o maior presente que iremos dar um ao outro.

Pensamos na lua de mel, na duração dela, na vida pós lua de mel, rotina, visitas de final de semana, churrascos com os amigos e almoços em família. Aliás, como eu gosto de almoços em família! Ou tardes em família, tanto faz. Nós costumamos revezar as famílias, e os almoços são sempre muito bons.

Pensamos em muitas coisas. Fazemos muitos planos (e muitas contas, rs). Sonhamos juntos. E agora eu acho que viver na normalidade é isso mesmo. Olhar para um mesmo ponto no horizonte e ir. Juntos.

Normal é fazer planos.
É sadio querer compartilhar eles com alguém e depois batalhar junto pra transformar todos esses sonhos e planos em realidade.
É humano, e natural, e sadio, ter sentimentos e não se envergonhar deles nem precisar escondê-los.
Isso sim é o tal "somar".

E nós, os dois sujeitos a quem me refiro sempre quando cito a primeira pessoa do plural, somos normais, fazemos planos- e somamos.
26th-Dec-2010 11:03 pm - Plena
Lembro que quando chegou em outubro de 2009 eu implorava, pedia a Deus que terminasse logo aquele ano- ou que terminasse logo comigo.
Parecia que o mundo estava de mal de mim.
Outubro de arrastou. Em novembro, uma surpresa. Em dezembro, ainda de joelhos, implorando, contando cada dia daquele ano que não acabava nunca. Achava que, acabando o ano, aquela máxima "Ano Novo, vida nova" ia se mostrar verdadeira.
Enfim, a virada do ano. Abracei os que estavam lá comigo, chorei. Chorei de angústia, de dor, de tristeza, de alívio, de alegria, de gratidão; era tanta coisa... Abracei aquela que era minha melhor amiga, agradeci por ela ter me ajudado a passar os dias, chorei mais um pouco. Chorei e chorei. E já era 1º de janeiro de 2010; eu chorava, mas estava viva, eu tinha conseguido suportar.

Fiz a tal da lista de objetivos para o ano que se iniciava.

Ao longo do tão esperado 2010 algumas coisas mudaram. Algumas decepções, algumas dificuldades, mas algumas conquistas, vitórias e alegrias- e nem vou enumerar aqui, pq quem participou do processo sabe do que falo e quem não participou não merece mesmo saber.

O ano, diferente do anterior, diferente do tão triste 2009, passou voando. E de repente eu me vi fazendo os planos para o Natal e Ano Novo, e me dei conta de como estava sendo diferente do cinzento 2009.

Eu cheguei bem no final deste 2010 que prometia ser diferente- e foi. Eu cheguei inteira, íntegra, sorriso nos lábios. Cheguei de pé, cabeça erguida, peito estufado, guerreira, pronta pra encarar de frente o 2011 com um sentimento enorme de gratidão.

Desta vez resolvi que não vou fazer a lista dos "objetivos e metas" para o ano novo; resolvi que vou fazer diferente. Tudo diferente, e isso já me basta.

Ontem, dia de Natal, resolvi ir na casa dos meus avós paternos. Fazia cerca de um ano que não ia lá. Fui e dei um abraço nos dois velhinhos. Me dei conta de que eles estão envelhecendo muito mais rápido que meus avós maternos. Dei um abraço também no meu pai, meu velho pai. Ele não foi sempre um exemplo de integridade, mas é meu pai e está envelhecendo muito rápido também. Percebi que os três ficaram surpresos- e muito felizes (meu avô até emocionado). Saí de lá meio emotiva, contando no caminho inteiro como tinha me sentido, como tinha percebido tudo. Prometi para mim que passarei lá mais vezes ao longo do ano. Tempo passa, gente envelhece, gente morre. E só restam lembranças. Quero ter boas lembranças.

Este ano não terá lista de metas, mesmo pq da minha lista de metas do ano passado só cumpri duas e isso me frustrou bastante. Mas visitar meus avós e dar o abraço sincero no meu pai não estavam na lista, e eu fiz.
Sair de um escritório pequeno e ir para um maior também não estava, e eu consegui.
Aliás, tem tantas outras coisas que não estavam e eu consegui (ou conseguiram para mim), que não tenho nada a pedir. Só a agradecer.
Então, a poucos dias do final de 2010, me despeço aqui.
Plena. Feliz. Grata.

Obrigada Deus, por ter me dado forças para atravessar de 2009 para 2010.
Obrigada Deus, por ter cuidado da minha mãe.
Obrigada Deus, por todo o resto, pela vida, pela força, pelo amor, pela saúde, pela família, pelos amigos.
Obrigada Deus. Obrigada.
15th-Sep-2009 12:33 pm - Porres
Preciso sair, tomar um porre e fumar um maço de cigarros.
Um maço inteiro, e sem precisar me preocupar com lugar aberto / lugar fechado / lei anti-fumo
Preciso sair, chutar o balde.
Meu cigarro preferido com minha cerveja preferida. E depois, o que vier é lucro.
Preciso passar da conta e acordar no dia seguinte arrependida da noite anterior; com gosto ruim na boca, dor de cabeça, estômago embrulhado, jurando pra mim mesma que nunca mais farei uma bobagem dessas.

Tenho tomado alguns porres. Porres nem tão homéricos, e ainda não foram suficientes para fazer com que eu consiga sair de mim- pelo menos não com a mesma facildiade com que consigo sair de um desses bares que existem aos milhares por aí.
Alguns destes porres me renderam boas risadas. Alguns deles, me renderam desabafos. Um deles talvez fosse me render algo, mas então eu fiquei honesta. É, eu sempre fico honesta quando bebo.
De qualquer forma, foram porres diferentes, em lugares diferentes, com pessoas diferentes. Mas o meu motivo de estar lá era sempre o mesmo, e já percebi que, ao menos durante um tempo, ainda vai continuar sendo.

No momento não tenho sido minha melhor companhia.

Pensei em ligar pra gente que não vejo há muito tempo. Pensei em procurar o Tchê e a Patrícia, e me entregar a um daqueles deliciosos semi-porres, largada no sofá vermelho, escutando Beatles ou Piazolla, enquanto a fumaça do incenso se misturava no ar com tantas outras fumaças. Mas o tempo passou, muita coisa mudou, e nem o sofá vermelho existe mais- sabemos disso.
Depois, lembrei de todas as outras pessoas que também sabem, e que possivelmente sentem também falta do sofá, da vitrola, e da estante recheada de Bukowskis e seus semelhantes; mas cheguei à conclusão que talvez para eles, hoje, possivelmente um porre desses não interesse mais.


E de repente, aos 26, admito que não estou conseguindo lidar com algo. E a saída é fugir...
6th-Jul-2009 01:35 pm - Pq eu insisti?

Nunca por pena, nem por remorso, nem por obrigação moral.
Isso seria ainda mais humilhante.

E eu vou resolver isso.

 

3rd-Jun-2009 02:54 pm - Charles Bukowski...

Se vai tentar
siga em frente.

Senão, nem começe!
Isso pode significar perder namoradas
esposas, família, trabalho...e talvez a cabeça.

Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...

A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.

Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.

27th-May-2009 02:41 pm - Simples assim!

Parece que é escondido, se escondendo -e eu não gosto disso.
 

 

Pronto, falei.

19th-May-2009 11:31 am - Rapidinho...

(rapidinho, só pra registrar e não perder com o tempo, pq bloggar do trabalho é muita cara-de-pau, ...)

Observando algumas pessoas (inclusive eu) percebi o quanto é importante romper com padrões de comportamento.
Acho que o ser humano se habitua a determinadas coisas e desenvolve determinados tipos de reação. Quase como se fôssemos programados pelas  nossas emoções, pelos nossos traumas, pelos medos e anseios, através da repetição,  para agir assim ou assado se alguém fizer ou falar isso ou aquilo, parecendo ainda sermos controlados por alguma coisa que deveria ter ficado lá no passado, junto com tudo que se foi e não queremos mais.

Programados, quase como a Penélope, que quando eu chego pula no sofá para ganhar um abraço ( na verdade, são 3 abraços -  e ela não sossega enquanto não ganha os benditos 3 abraços). Ou como o Papagaio da Amanda e do Lenilson, que não podia ver o Olavo que já gritava "café". Ou então, ainda, igual a um cachorro que a Dèsirré pegou na rua e que se abaixava e fazia xixi de medo toda vez que alguém levantava a mão e a Pequena, outra cachorra tbém tirada da rua, que no começo não podia ver uma mangueira que saia correndo e se escondia.

Passamos a ter reações baseadas em coisas e situações e traumas das coisas que aconteceram lá atrás, mesmo sem saber se isso irá se repetir. Reação não pensada, impulsionada por alguma coisa que tá lá no fundo que de repente vem à tona e a gente nem percebe.
A Dèsirré precisou aprender a fazer carinho no cachorro sem erguer o braço inicialmente, pq ele se tremia e se mijava de pavor; e quanto à Pequena e o medo da mangueira, durante meses ela fugiu e se escondeu na hora de lavar o quintal... 

De qualquer forma, só queria deixar registrado que eu sinto agora em mim a necessidade de fazer diferente, romper com padrões de comportamento antigos que foram gerados por traumas e afins.
Quero, a partir de agora, só ter reações pensadas. Nenhuma impulsionada por medo ou  trauma, porque eu sei que as pessoas não são iguais, e mesmo quando uma fala parece igual, não é igual- porque as intenções podem sim ser diferentes, uma vez que as situações e pessoas envolvidas são diferentes também...

 (e de repente o que vale para mim, vale mesmo só para mim, mas não tem problema)

5th-May-2009 02:25 pm - E

E está tudo muito confuso.
E eu não estou entendo nada.
E quanto mais força eu faço para entender, mais confuso fica.

E fica confuso.
E eu entendo cada vez menos.
E às vezes dói.


 

15th-Apr-2009 09:53 am - Nesses dias nublados...

E às vezes nesses dias nublados fico me sentindo assim também, nublada e cinza, quase chovendo.


Há quem diga que é culpa da Lua, de Júpiter que está alinhado com Marte, do Eclipse Eki-no-huan-shao que só acontece a cada 3.925 anos; mas eu acho que são só hormônios.


Mais sensível, mais carente, e se der bobeira até meio chorona.
Qualquer coisa magoa e, especialmente hoje, lembrei de tanta coisa que já escutei e magoou!
Tanta coisa que a gente escuta, e depois finge que não ouviu...



Uma hora dessas não aguento, e saio chovendo por aí...
(...)


Eu só acho que, em geral, as pessoas deveriam pensar melhor antes de falar.
2nd-Apr-2009 01:28 pm - Em casa

 

Aqui em casa a gente costuma acordar cedo, e eu costumo dormir tarde. Sempre tem algum motivinho a mais para eu enrolar um tanto para ir para cama e, quando não tem motivos, eles simplesmente aparecem- se eu resolvo deitar antes da "hora certa" fico revirando mas, na "hora certa", o sono vem, me embala, e eu vou longe. 

Já foi casa de 3 pessoas e uma cachorra ( que nunca se comportou como tal), hoje é casa de 2 pessoas com um bebê ( porque a esta altura a cachorra já dominou mesmo cada cantinho da casa e consegue dobrar a gente com um olhar...).

A casa é pequena e algumas vezes fica tão cheia de hormônios femininos que parece uma panela de pressão pronta a explodir a qualquer momento. Somos duas mulheres diferentes, com visões diferentes, de gerações diferentes e com mtas manias diferentes.
Trabalhamos fora e por isso saímos cedo e voltamos tarde (eu mais tarde que ela). Temos um ritmo diferente, até por conta da diferença de idade, e mesmo não dando pra sentar e bater um papo todo dia sabemos que há muito amor. Em geral a gente consegue se entender e se acertar a base de diálogo; porquê aqui todos aprendemos desde cedo como é importante termos respeito um pelo outro .

Aqui também sempre se teve muito respeito pelo trabalho, mas ele nunca foi mais importante que os bons momentos que a vida nos proporciona. Aqui, a qualquer  momento, pode-se receber visita, ouvir música, acender um cigarro, tomar uma cerveja ( embora não seja comum) ou ainda desenvolver qualquer tipo de atividade paralela -algumas vezes apareciam trabalhos extra, e eu trazia para fazer em casa. Aliás, eu já trabalhei em casa também.
Aqui se pode fazer qualquer coisa na hora em que se quiser, ao menos em teoria. Aqui se trabalha e se trabalhou muito, por que somos casa de gente que tem que trabalhar. Não temos herança nem padrinhos, nem contatos. Não temos esquemas, nem temos um rolo aí, umas correrias... 
Cada garrafa de cerveja, suco, pizza, cigarro, papel higiênico, foi e é pago com dinheiro honesto. 

Aqui não tem grandes espaços, nem de circulação nem de permanência. Não tem living, não tem home theater. O sofá tá meio velho mesmo, precisávamos dar um trato na madeira do piso, colocar uns quadros... Não tem muitos cds nem dvd´s, mas a gente pode dar um jeito. 
Se quiser, passa  aqui uma hora dessas, pode ser legal. A gente toma uma cerveja, pede uma pizza, conversa um pouco, dá umas risadas, e pode até ser que seja divertido...

Horas depois, comecei a achar q ninguém havia entendido nada....
Então....



Subject: E se não tem jeito, a gente explica...
Date: Tue, 10 Mar 2009 14:06:57 -0300

Bem, vamos lá...
 
O que  quis dizer quando mandei o email de manhã é que não existe mesmo quem seja perfeito. Todo mundo erra, sem exceção.
 
Uns tem mãe mais histérica, outras tem mamãe beeeem relaxadinha... Tem gente que tem pai mandão, tem outro que tem pai autoritário, etc... E os irmãos então? Tem irmão que é pior do que as pragas do Egito!!! Às vezes acontece uma temporada de brigas, mas, vc deixa de amá-los só pq um dia sua irmã te respondeu torto, sua mãe gritou sem motivo, seu pai foi seco?

E nossos amigos? São nossos amigos pq gostamos deles do jeito q que são, embora às vezes achemos que poderia mudar um pouco aqui ou ali- o q tornaria a convivência mais fácil- embora alguma mancada aconteça vez ou outra; mas o "defeito", ou  "defeitos" não são grandes o suficiente para que deixemos eles de lado ou então resolvamos simplesmente esquecê-los; pq a gente sabe, lá no fundo, sabe sim, que apesar dos erros e mancadas ( que nós também cometemos vez ou outra), eles possuem características e virtudes únicas. Aliás, imagino agora como eu seria triste se todos os meus amigos tivessem resolvido me esquecer ou me evitar depois de alguma mancada que eu dei ( ah sim, pq eu tbém faço minhas cagadas!).

As pessoas que convivem e compartilham momentos conosco, independente do tipo de momento ou do tempo que esses momentos durem, foram escolhidas e acolhidas por nós mesmos, assim como também nos escolhem e acolhem. É sempre uma troca, e cabe a nós escolher as moedas que vão e vêm nesse câmbio.

E aí, quando eu escrevi "Perfeição não existe, aprenda a se divertir e gostar dos defeitos do outro; o grande lance talvez seja levar a vida com mais leveza.", era me referindo a isto tudo, e talvez até a um pouco mais. Me referindo a cada magoazinha que a gente carrega, intencionalmente ou não, e em como essas mágoas refletem nas nossas atitudes, palavras, etc.
Sobre levar a vida com leveza, me refiro mesmo a ser mais leve, consigo e com o outro. De se levar a sério, mas rindo de si mesmo a cada tropeço; e fazendo o mesmo do outro. Se não agirmos e pensarmos com leveza, as mágoas e raivas e dores tomam contam de tudo, se acumulam, e o nosso coração vai ficando duro e cinza, que nem pedra- e com isso todo mundo sai perdendo.

Claro, tem erros mais graves, erros menos graves, cada caso é um caso e ninguém é obrigado a perdoar sempre e se fazer de tolo e passar sempre pelas mesmas situações; e é aí que entra a leveza- de encarar, de entender, reagir...

De repente, tudo isso é filosofia barata de uma pessoa lesa que passa o dia todo desenhando e escutando música, coisa pra ser escrita em guardanapo de boteco, para muitos coisa sem nenhum valor; e talvez daqui a uma semana eu mesma seja levada a pensar diferente. Isso não é verdade universal, nunca foi, nem nunca vai ser; mas resolvi escrever mesmo assim, primeiro para explicar o porquê do email enviado de manhã e, segundo, porque como sendo vocês pessoas agora tão próximas, achei que deveria compartilhar um pouco do meu ponto de vista (uma vez que enviei um email com uma frase solta aparentemente sem sentido algum, deveria ao menos me explicar)...

Acho que hoje já coloquei minha moeda no nosso cestinho, e posso terminar por aqui.

Beijos!!!!







10th-Mar-2009 09:37 am - Primeiro email do dia...
Cansada de tanta coisa indo e vindo, mandei:



Subject: Né!?
Date: Tue, 10 Mar 2009 09:13:14 -0300

"Perfeição não existe, aprenda a se divertir e gostar dos defeitos do outro; o grande lance talvez seja levar a vida com mais leveza."

Bom dia à todos e todas!
Beijos!

3rd-Mar-2009 10:57 am - Pasárgada!
Hoje,
eu vou andar descalça,
tomar banho frio,
comer doce antes do jantar.
Não vou passar perfume,
nem pentear o cabelo
e vou dormir com ele molhado.
Amanhã,
vou fazer as malas,
colocar minha melhor roupa
e depois vou comprar passagem-
pra Pasárgada-
porque eu também mereço ser amiga do Rei...
1st-Mar-2009 10:12 am - Determinação
O problema é que quando quero algo, eu quero mesmo; não meço forças, esforços ou sacrifícios- e é isso que me assusta de vez em quando...



 

18th-Feb-2009 05:22 pm - Das coisas...

"O importante é competir" é uma frase idiota que alguém soltou, num momento crucial, para consolar um perdedor.

Uma desculpa para o fracasso.

27th-Jan-2009 01:11 pm - Eu...
Eu sou gente. Gente de verdade, sabe?
Gente que persegue a felicidade, gente que vai correndo de braços abertos em direção à ela.
Gente que encanta, se encanta, e sorri pra vida.
Sou gente que escuta, ouve o quanto for necessário, gente que também precisa ser ouvida.
Sou gente que acorda descabelada, cara amassada, às vezes com meleca no olho.
Gente que algumas vezes acorda triste, mas em outras acorda cor-de-rosa, de bem com o mundo, e cheia de vida.
Sou gente que às vezes, poucas vezes, também se encolhe e se esconde debaixo do edredon, porque sou gente que também tem medos, que tem aflições, que também sente desespero, angústia e vontade de  fugir correndo.
Enfim, né, sou gente, e sou gente daquele tipo que sabe que medo dá e passa, que angústia ou desespero não são motivos para sair correndo, que sabe que quando chove o dia inteiro a noite vai estar linda e estrelada, que sabe que toda queda é um impulso para ir ainda mais longe, que sente que as lágrimas servem para deixar o coração limpinho; enfim, além de sorrir, sou gente que também chora, algumas vezes de tanta felicidade, outras fazendo força para acreditar que amanhã tudo vai ser muito melhor...
15th-Jan-2009 04:52 pm - Alegria
Já faz algum tempo que venho sentindo...

É alegria!
Despropositada, desmedida.
Quase infantil...


Imensa.

E com vontade de espalhar risos por aqui, por aí, por todo lugar.

Vou plantar pomares de alegria.
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